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Meninas na ciência: experiências do coletivo bit rosa
Última alteração: 11-12-2025
Resumo
Nos últimos anos, a sub-representação feminina nas áreas de ciência e tecnologia tem impulsionado a criação de diversas iniciativas voltadas para a promoção da equidade de gênero e o incentivo à participação de meninas e mulheres nesses campos. Há uma década, o IFRS – Campus Ibirubá fundou o coletivo Bit Rosa – Elas na Computação, com o intuito de fortalecer a presença feminina em um setor tradicionalmente dominado por homens, por meio de atividades práticas, educativas e formativas. Entre seus projetos, destaca-se a iniciativa do edital Meninas na Ciência, que visa despertar a vocação científica e incentivar o potencial de talentos entre as estudantes. Este programa proporciona a participação em atividades de pesquisa científica e tecnológica, contribuindo para o êxito e a permanência das alunas nos cursos do IFRS, ao integrar de maneira articulada as ações de ensino, pesquisa e extensão, em sintonia com as demandas e desafios da sociedade. A metodologia do coletivo Bit Rosa, vinculada ao projeto de mesmo nome, organiza-se em várias dimensões de atuação, como a proposição de projetos com bolsistas do sexo feminino, a oferta de capacitações, oficinas e cursos, a construção de parcerias com outros grupos de gênero, a realização de eventos, o fomento a espaços de diálogo e à visibilidade das ações realizadas por mulheres nos cursos técnicos de Informática e Computação do IFRS – Campus Ibirubá, e ainda a promoção de workshops de inovação tecnológica com foco no protagonismo feminino. Entre as ações destacadas, estão a oficina de Blender, voltada à modelagem 3D, e a parceria com a Squad Ilumina, um grupo de mulheres da empresa Coprel Telecom, que ofereceu uma capacitação com cinco encontros sobre soft e hard skills aplicadas ao trabalho, tecnologia e inovação. Também merece destaque a iniciativa “Quarta com Elas”, em parceria com o grupo de pesquisa InovaDE da UNISINOS, que, por meio de encontros online, promoveu debates sobre ciência, gênero e criatividade. Adicionalmente, o workshop “Tecnologias Vestíveis – Workshop de Inventividade” incentivou estudantes do ensino médio a desenvolver protótipos de inovações tecnológicas em vestíveis. Assim, o coletivo Bit Rosa – Elas na Computação evidencia a importância de iniciativas voltadas para a promoção da equidade de gênero na ciência, criando espaços de aprendizado e visibilidade para a capacidade inventiva feminina. O projeto demonstra que é possível ampliar a participação das mulheres no contexto STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts, and Mathematics), romper estereótipos e contribuir para a construção de ambientes mais inclusivos, diversos e inspiradores.
Palavras-chave
Inventividade; Tecnologia; Feminino
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