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O lugar das mulheres em Moçambique: reflexões a partir de Niketche
Victória Palavro Lunardi, Daniela de Campos

Última alteração: 11-12-2025

Resumo


O presente trabalho integra o projeto História & literaturas africanas na Educação Básica: potencializando a aplicação da Lei 10.639/03, que tem como um dos seus objetivos refletir criticamente sobre práticas culturais e educativas a partir da perspectiva decolonial. Busca-se questionar narrativas hegemônicas que historicamente marginalizam saberes subalternizados, propondo a valorização de vozes silenciadas e a ampliação de horizontes de leitura e interpretação. O estudo parte da problematização de como discursos dominantes moldam visões de mundo, enquanto a decolonialidade, por meio da pluriversalidade, oferece caminhos para repensar identidades, memórias e formas de resistência. Dessa forma, procedemos a um recorte enfocando o papel da mulher na sociedade moçambicana do pós-independência, analisando o livro Niketche (2021), de Paulina Chiziane. A obra centra sua narrativa na história de mulheres que precisam conviver com uma antiga prática presente em determinados grupos moçambicanos: a poligamia. Assim, Chiziane desvela um problema que ainda persiste em Moçambique, no olhar feminino, o que contribui também para uma outra mirada sobre questões históricas e sociais. Ressalta-se que esta obra faz parte, desde 2024, da lista de leituras obrigatórias para o processo vestibular da UFRGS, fato que amplia o conhecimento da ficção de Paulina Chiziane entre os jovens estudantes. Nesse sentido, como desdobramento do projeto, foi proposta a leitura para turma de EMI do IFRS–Campus Farroupilha, com o objetivo de compreender a história recente do país, bem como aprofundar a temática abordada pelo livro. Pretende-se, assim, contribuir para a formação crítica e para a construção de práticas pedagógicas mais inclusivas e emancipadoras.

Palavras-chave


História; Literatura; Decolonialidade; Moçambique.

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