Última alteração: 22-12-2025
Resumo
A educação sexual na adolescência é fundamental para preparar os jovens emocionalmente e promover a conscientização sobre a vida afetiva e sexual. A ausência de informações seguras contribui para situações como gravidez precoce, infecções sexualmente transmissíveis e impactos emocionais, o que reforça a importância de criar espaços de diálogo no ambiente escolar. Nesse contexto, o projeto Hora H, na modalidade de extensão, tem como objetivo geral normalizar o diálogo sobre educação sexual entre adolescentes, utilizando duas estratégias principais: (i) postagens no Instagram, com linguagem acessível e atrativa, e (ii) rodas de conversa presenciais, que possibilitam a interação direta. Entre os objetivos específicos, destacam-se: produzir conteúdos digitais acessíveis sobre diferentes temas ligados à sexualidade e criar espaços de escuta e esclarecimento de dúvidas. A metodologia do projeto combina ações virtuais e presenciais. No Instagram, foram elaboradas postagens no formato carrossel, produzidas pela bolsista do projeto com base em pesquisas e na observação de demandas comuns entre adolescentes. Os conteúdos abordam temas como consentimento, prevenção, afetividade e sexualidade, utilizando recursos visuais para engajar o público. O engajamento é acompanhado por meio da análise de visualizações, curtidas, comentários e novos seguidores. Nas rodas de conversa, a dinâmica ocorre em duas etapas. Em uma aula, é disponibilizada uma caixa na sala para que os estudantes depositem anonimamente suas dúvidas. Em seguida, a professora organiza as questões em temas como gravidez e métodos contraceptivos, saúde sexual e prazer, diversidade e gênero, entre outros. Na aula seguinte, realiza-se a roda de conversa, em que as perguntas são respondidas e debatidas coletivamente, possibilitando que novas discussões surjam a partir do interesse e conforto dos alunos. Essa estratégia favorece um ambiente seguro e participativo, ampliando a troca de ideias e experiências. Os resultados parciais mostram que as redes sociais são ferramentas válidas para a divulgação de informações. A primeira postagem, por exemplo, alcançou 711 visualizações, mas o engajamento reduziu nas semanas seguintes, sugerindo que o alcance das redes é limitado. Já as rodas de conversa demonstraram maior potencial para estimular a participação e aprofundar os debates, permitindo uma compreensão mais consciente e responsável da sexualidade, algo que as postagens online não conseguiram proporcionar da mesma forma. Conclui-se que a combinação das redes sociais com encontros presenciais é a estratégia mais efetiva para o projeto. Enquanto o Instagram amplia a divulgação, as rodas de conversa potencializam o impacto ao promover diálogos mais abertos e significativos. A expectativa é que a continuidade dessas ações, envolvendo novas turmas, fortaleça a educação sexual de maneira mais abrangente, contribuindo para uma vivência mais consciente e responsável da sexualidade.