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Inclusão digital e apoio pedagógico para uso de tecnologias informacionais e comunicacionais no IFRS Campus Rolante
Sofia Velho de Souza, Victor da Cruz Peres, Kléber Henrique Cardoso da Silva

Última alteração: 10-12-2025

Resumo


Diante das dificuldades recorrentes enfrentadas por estudantes no acesso às plataformas institucionais e na utilização de recursos digitais essenciais à vida acadêmica, foi desenvolvido o projeto “Inclusão Digital e Apoio Pedagógico para Uso de Tecnologias Informacionais e Comunicacionais”, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Rolante. O projeto tem como objetivo principal oferecer suporte aos discentes em atividades de formação continuada, acesso ao ambiente virtual Moodle, realização de tarefas pedagógicas não presenciais, atendimento remoto e acompanhamento em laboratórios de informática, promovendo a autonomia estudantil e reduzindo barreiras tecnológicas que impactam diretamente o desempenho acadêmico. A metodologia adotada baseou-se em ações integradas de acolhimento, orientação técnica e acompanhamento pedagógico. Nos atendimentos presenciais e remotos, os bolsistas auxiliaram os estudantes na criação e recuperação de contas institucionais, navegação em plataformas como Moodle, ferramentas do Google (Drive, Docs, Classroom, entre outras) e Gov.br, além de orientações sobre formatação de trabalhos, envio de atividades, uso de ferramentas colaborativas e organização digital. Foram também realizadas escutas individualizadas para identificar demandas específicas e planejar intervenções personalizadas, estimulando a resolução autônoma de problemas tecnológicos e o desenvolvimento de competências digitais. Como estratégia de comunicação e registro das ações, foi criado um perfil institucional no Instagram, voltado à divulgação de tutoriais e horários de atendimento. Os laboratórios de informática foram abertos para atendimentos monitorados, possibilitando observação direta das práticas dos estudantes e coleta de dados sobre o uso dos recursos digitais. Ao longo de aproximadamente 40 dias letivos, foram registrados 22 atendimentos, totalizando cerca de 62 horas de uso efetivo dos computadores, com média de três horas por sessão. As atividades mais frequentes envolveram o componente curricular Projeto Integrador (cerca de 30% do tempo registrado), estudos individuais e outras demandas acadêmicas. Sessões prolongadas, superiores a quatro horas, foram observadas especialmente em projetos coletivos, nos quais houve colaboração espontânea, apoio mútuo e fortalecimento da aprendizagem entre pares. Os resultados indicam que o funcionamento do laboratório aberto, articulado ao projeto de inclusão digital, apresenta potencial para transformar o tempo de uso das máquinas em experiências de aprendizagem significativa e cooperativa, configurando-se como prática replicável em outros contextos educacionais. Como desdobramento, o projeto já produziu tutoriais de apoio, com destaque para o uso da plataforma Gov.br, e prevê a elaboração de novos materiais audiovisuais, ampliando o alcance das ações e consolidando a formação digital dos estudantes do IFRS – Campus Rolante, contribuindo para o desenvolvimento de competências essenciais à vida acadêmica e profissional.


Palavras-chave


Inclusão digital; Apoio pedagógico; Autonomia estudantil

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