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Gurias fazendo ciência: a representatividade feminina nas áreas de STEM
Micaela Meireles Barreto, Jaqueline Terezinha Martins Corrêa Rodrigues, Sabrina dos Santos Moura

Última alteração: 11-12-2025

Resumo


Uma pesquisa da Unesco aponta que apenas 28% dos formados em Engenharia no mundo são mulheres. No Brasil, apesar de serem maioria na graduação, as mulheres ainda são minoria em carreiras de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Nesse contexto, a presente pesquisa tem como objetivo identificar as consequências geradas pela falta de representatividade feminina em áreas de STEM para alunas do sexto ao nono ano da Escola Municipal Ensino Fundamental Erna Würth, localizada em Canoas-RS. A metodologia utilizada é um estudo de caso, a primeira coleta de dados foi realizada no mês de outubro/2024, tendo 98 respondentes. As questões buscavam identificar o conhecimento sobre as perspectivas de futuro profissional e motivação para se especializarem em áreas de STEM. Para compreensão do planejamento de futuro das estudantes, foram elaboradas duas perguntas. A primeira questionava as áreas de interesse profissional e outra questão focava somente em áreas de STEM. Com isso, esperava-se não haver influência. Concluímos que 22,4% ainda não sabem que área irão se profissionalizar, porém a área mais recorrente foi Artes (18,4%). Contudo, as áreas de STEM atingiram somente 7,1%. Já quando só foram dadas opções em áreas de STEM, se distribuíram em tecnologia (50%), ciências (19,4%), engenharia (18,4%) e matemática (12,2%). Isso indica que a falta de representatividade feminina pode influenciar o desinteresse inicial de meninas por essas áreas. Por tanto, elaboramos as seguintes ações: oficina - conhecendo mulheres negras que mudaram a história; Escape Lab - mulheres em STEM; roda de conversa com convidadas de áreas de STEM e outra sobre lideranças femininas. O jogo aplicado na oficina, tinha como objetivo compartilhar os feitos de 20 mulheres. No Escape Lab, criaram-se enigmas para representar os feitos desenvolvidos por mulheres. Na coleta, com a pergunta “O que você aprendeu com o jogo?” percebeu-se que os enigmas de ciência e engenharia foram os que mais impactaram positivamente. Ao decorrer das rodadas percebeu-se maior dificuldade dos alunos em decifrar esses enigmas, acreditamos ser devido não serem áreas tão presentes no cotidiano dos mesmos. Já nas rodas de conversa realizou-se um questionário para compreensão do impacto da ação, concluímos que as discussões geradas sobre desafios enfrentados por mulheres em áreas de STEM foi o que mais gerou identificação pelo público. Assim, fica nítido que essas ações impactaram a vida das alunas, visto que as mesmas atualmente se sentem mais motivadas a cursarem alguma área de STEM. Essas atividades incentivaram muitos estudantes a cursarem o ensino médio integrado no Instituto Federal. Em suma, fomentar momentos de reflexão sobre a participação de mulheres nas áreas de STEM, assim como apresentar feitos de mulheres nessas áreas, intensificam a criação de espaços mais inclusivos.

Palavras-chave


STEM; Representatividade feminina; Ensino fundamental.

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