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Conhecimento e barreiras à prática de atividade física: o papel do Mais Movimento no IFRS Campus Porto Alegre
Luciane Bueno dos Santos, Cintia Mussi Alvim Stocchero, Rosilayne Praxedes Dos Santos, Rita Dostal Zanini, Ângelo Cássio Magalhães Horn, Matheus Madril Benites

Última alteração: 22-12-2025

Resumo


A prática regular de esportes e atividades físicas está associada a benefícios físicos, sociais e emocionais, sendo um fator protetivo para a saúde e qualidade de vida. No entanto, a adesão da comunidade acadêmica a programas institucionais ainda é baixa, frequentemente em razão de barreiras estruturais, organizacionais e individuais. Nesse cenário, destaca-se no Campus Porto Alegre o projeto de extensão Mais Movimento, atualmente em seu quarto ano, consolidado como ação voltada à promoção de uma cultura corporal de movimento e ao fortalecimento de hábitos saudáveis dentro da instituição. Para avaliar o alcance dessas iniciativas, foi aplicada uma enquete junto à comunidade acadêmica com o objetivo de mapear o conhecimento sobre os espaços esportivos disponíveis, identificar a participação em atividades e compreender as barreiras percebidas. O formulário digital obteve 43 respostas, incluindo estudantes, docentes e técnicos administrativos. Os resultados mostraram que 79,1% dos participantes conhecem a quadra poliesportiva e 76,7% a academia vinculada ao Mais Movimento, o que indica que a maioria reconhece os principais espaços esportivos. Entretanto, 9,3% afirmaram não conhecer nenhuma estrutura, revelando falhas na divulgação, especialmente considerando o tempo de consolidação do projeto. Quanto à participação, 20,9% relataram já ter participado de alguma atividade e apenas 14% afirmaram estar ativos atualmente, evidenciando que o desafio não se restringe ao conhecimento dos espaços, mas também à adesão e permanência nas práticas. As barreiras mais apontadas foram incompatibilidade de horários (53,6%) e falta de informação e divulgação (35,7%), seguidas por falta de interesse (21,4%), questões de saúde ou lesão (10,7%), ausência de companhia (7,1%) e dificuldades de deslocamento (7,1%). Esses dados indicam que, para além da estrutura existente, a integração entre oferta e demanda permanece como entrave para maior participação da comunidade. Nos últimos meses, o projeto tem investido em estratégias de comunicação mais dinâmicas, explorando as redes sociais com publicações em formato de reels, linguagem acessível e direcionada, além da distribuição de cartazes no campus. Essa mudança de abordagem resultou em maior visibilidade das atividades, aumento das inscrições e crescimento da interação nas redes sociais, reforçando a importância da comunicação como ferramenta de engajamento. Conclui-se que o Mais Movimento está firmemente estabelecido como projeto institucional, mas ainda enfrenta desafios relacionados à compatibilização de horários e ao fortalecimento das estratégias de divulgação. Os resultados sugerem que a ampliação de horários, a manutenção de campanhas presenciais e digitais e a criação de grupos por interesse podem contribuir para superar as barreiras identificadas. Dessa forma, o estudo aponta caminhos concretos para aumentar a adesão da comunidade acadêmica às atividades, reforçando o papel do Mais Movimento como promotor da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida no IFRS Porto Alegre.

Palavras-chave


Atividade Física; Barreiras; Participação Estudantil.

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