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Práticas de ensino adaptadas na monitoria de Biologia: promovendo acessibilidade e inclusão
Ana Clara Macedo, Janaína De Nardin

Última alteração: 09-12-2025

Resumo


A aprendizagem científica pode ser feita de diversas maneiras, para possibilitar seu acesso a todos os estudantes. Nesse contexto, surgiu o projeto de ensino "Mais ciência: monitoria de biologia”, que propõe diversificar métodos e estratégias para ensinar biologia. A iniciativa busca proporcionar a todos os estudantes a oportunidade de compreender os conteúdos, independentemente de suas necessidades educacionais específicas, promovendo, assim, um ambiente inclusivo e favorável ao desenvolvimento educacional. Este trabalho tem como objetivo relatar as adaptações pedagógicas desenvolvidas como parte da atuação da bolsista, cuja participação também incluiu o apoio geral às turmas, auxiliando no preparo do laboratório antes e depois das aulas, na resolução de exercícios e nas demais atividades realizadas. A atuação ocorreu junto às turmas do primeiro e do segundo ano do curso técnico em Meio Ambiente integrado ao Ensino Médio, no turno da manhã, no IFRS Campus Alvorada, onde foi identificada a necessidade de adaptações táteis, para atender uma estudante com deficiência visual. A confecção desses recursos surgiu a partir das demandas observadas nas aulas de biologia ambiental, seja para apoiar a compreensão de conteúdos já trabalhados, seja para antecipar conceitos mais específicos e complexos a serem trabalhados futuramente. Para a elaboração desses modelos adaptados foram utilizados materiais acessíveis e de baixo custo como: biscuit, feltro e EVA, de formas e texturas variadas. Entre as adaptações realizadas, destacam-se a confecção de um cladograma com barbante e EVA com glitter, como forma de facilitar o estudo de evolução biológica e classificação dos seres vivos; a confecção de modelos em biscuit de diferentes filos de fungos, organizados em um cladograma, e dos principais grupos de protozoários, desse modo tornando mais concretas as características trabalhadas em sala de aula; além de adaptações em uma atividade prática sobre seleção natural e camuflagem, nas quais foram utilizados protótipos de borboletas com três tipos distintos de texturas, fixados em uma base de feltro para ampliar a sensibilidade tátil. Além disso, algumas estruturas observadas pela turma ao microscópio óptico foram reproduzidas em biscuit, como os fungos Aspergillus e Penicillium, bem como a estrutura de um estômato. Também foram utilizados alguns modelos confeccionados na impressora 3D do campus, em colaboração com bolsistas e voluntários do Espaço Maker do Campus Alvorada. A partir dos relatos da aluna com deficiência visual assistida, bem como dos demais estudantes, pôde-se observar a eficiência dos métodos empregados nas turmas, destacando-se a facilitação do entendimento dos conteúdos por meio da concretização de conceitos abstratos e da compreensão tátil de estruturas complexas e figuras visuais.

Palavras-chave


Biologia; Adaptação; Modelos

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