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Conhecendo as abelhas nativas solitárias e sociais e sua importância ecológica, no Ifrs - Campus Sertão
Última alteração: 22-12-2025
Resumo
O Brasil abriga aproximadamente 250 espécies de abelhas sem ferrão (ASF), que desempenham papel crucial na polinização e, consequentemente, na conservação dos ecossistemas nativos e cultivados. As abelhas sem ferrão pertencem à família Apidae, tribo Meliponini, razão pela qual também são chamadas de meliponíneos. As abelhas são divididas em: solitárias (possuem comportamento solitário, onde a fêmea cuida de todas as tarefas referentes à construção do ninho, coleta de alimento e defesa, sem auxílio de operárias); e sociais (vivem em sociedades organizadas, conhecidas como colônias, apresentando castas e organização de trabalho). O objetivo deste estudo foi conhecer as abelhas nativas solitárias e sociais, bem como sua importância ecológica. Para isso, foi implantado um hotel para abelhas solitárias e duas colmeias, sendo uma de Melipona quadrifasciata Lepeletier, 1836 (mandaçaia) e outra de Tetragonisca angustula Latreille, 1811 (jataí), no jardim sensorial, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) - Campus Sertão. O público-alvo participante era proveniente de escolas e instituições públicas, na maioria das vezes crianças e adolescentes com necessidades especiais e/ou situação de vulnerabilidade social. Para apresentar o projeto aos participantes, foram abordadas noções gerais sobre as abelhas, fases do ciclo de vida (holometábolos - ovo, larva, pupa e adulta), castas (rainha, zangão, operárias) e suas funções, atividades da colmeia, polinização e importância ecológica. Em adição, foi realizada uma explanação sobre o funcionamento da colmeia das abelhas nativas e também os visitantes puderam conhecer in loco o hotel e as colmeias. Ademais, foram apresentados seus produtos (pólen, mel, geleia real e cera). Em seguida, foram feitas atividades para a melhor compreensão e fixação do conteúdo tais como: Missão colmeia, onde o objetivo é proteger sua colmeia e cumprir as funções delegadas durante o jogo; Baralho das abelhas onde as cartas eram embaralhadas e os participantes precisavam achar a imagem de cada casta (rainha, zangão e operárias). Para encerrar, foram entregues aos participantes sachês com mel de abelhas nativas e uma ponteira de lápis, em formato de abelha. A atividade possibilitou conhecer algumas espécies de abelhas nativas e sociais, observar sua atividade na colmeia e hotel, conhecer seus produtos e principalmente entender sua importância ecológica. Em conclusão, o processo de aprendizagem foi conduzido de forma integrada e interativa, unindo teoria, prática e aspectos lúdicos. O aprendizado foi significativo, proporcionando não apenas conhecer as abelhas nativas solitárias e sociais, mas também uma maior conscientização ambiental. Atividades de engajamento ambiental se mostraram essenciais para o (re) conhecimento das espécies nativas, além de promoverem a conscientização e a conservação dos recursos naturais, destacando a importância dessas ações para a preservação dos ecossistemas.
Palavras-chave
Abelhas sem ferrão; Atividades teórico-práticas e lúdicas; Conservação.
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