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Desempenho de fungicidas químicos e biológicos no controle de doenças na cultura do trigo
Mateus Zangirolami Depieri, Márcia Aparecida Smaniotto

Última alteração: 08-12-2025

Resumo


Doenças fúngicas como o oídio (Blumeria graminis f. sp. tritici), a ferrugem da folha (Puccinia triticina) e as manchas foliares causadas por Drechslera tritici-repentis e Bipolaris sorokiniana comprometem significativamente o rendimento do trigo (Triticum aestivum), justificando a busca por estratégias de manejo mais eficazes e sustentáveis. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficiência de diferentes fungicidas químicos, biológicos e de suas associações no controle das principais doenças que afetam o ciclo produtivo da cultura. A metodologia empregou um controle biológico (B), composto por um consórcio de microrganismos, incluindo Trichoderma harzianum, Bacillus pumilus, B. subtilis e B. amyloliquefaciens. Esse controle biológico foi testado em associação com duas bases químicas distintas: a Base 1, composta por Fenpropimorfe (750 g i.a. ha⁻¹), Trifloxistrobina (75 g i.a. ha⁻¹) e Tebuconazol (150 g i.a. ha⁻¹); e a Base 2, composta por Tetraconazol (98,9 g i.a. ha⁻¹), Trifloxistrobina (75 g i.a. ha⁻¹) e Tebuconazol (150 g i.a. ha⁻¹). O experimento foi conduzido em um delineamento de blocos casualizados, com 11 tratamentos e 4 repetições. Os tratamentos consistiram na avaliação das bases químicas de forma isolada, em combinação com o controle biológico (B), e também com a adição do fungicida multissítio Mancozeb (2250 g i.a. ha⁻¹). Um tratamento adicional com Trifloxistrobina + Tebuconazol + Mancozeb (75 + 150 + 2250 g i.a. ha⁻¹) foi incluído para comparação, totalizando os 11 tratamentos. As pulverizações, com doses baseadas nas recomendações dos fabricantes, iniciaram conforme limiares de severidade da doença, utilizando um pulverizador pressurizado à base de CO₂ para aplicar um volume de calda de 150 L ha⁻¹. O estudo avaliou semanalmente a severidade das doenças, do perfilhamento à colheita, utilizando escalas percentuais específicas para cada patologia. A partir desses dados, será calculado a Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD) para aferir a intensidade da doença e a eficácia de cada tratamento. A análise de rendimento determinará a produtividade em kg ha⁻¹, após colheita, trilha e limpeza dos grãos, e também o peso de mil grãos. A análise estatística será realizada pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro. Resultados preliminares, obtidos em 9 avaliações, indicam que os tratamentos contendo Tetraconazol apresentaram maior eficácia no controle de oídio. Observou-se que os agentes biológicos demonstram uma tendência de retardar o aparecimento de manchas foliares, sugerindo um efeito protetivo inicial. Concluiu-se, parcialmente, que o controle de oídio demanda uma molécula química específica e de alta performance, uma vez que se constata falha de manejo em parcelas sem essa aplicação direcionada. A pesquisa prossegue com avaliações e análises pós-colheita para a validação final dos resultados e conclusões sobre as interações entre os manejos.


Palavras-chave


Doenças foliares; doenças da espiga; Triticum aestivum.

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