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Clube de leitura mulheres: incentivo à leitura e à representatividade feminina
Karina Souza da Silva, Gláucia da Silva Henge

Última alteração: 22-12-2025

Resumo


Segundo a pesquisa do Instituto Pró-livro realizada em 2024 , apenas 5 mulheres estão na lista dos 15 autores mais conhecidos no Brasil. Nela constam nomes como: Machado de Assis, Monteiro Lobato e Mauricio de Sousa nas primeiras posições; o nome da autora Clarice Lispector surge somente na quarta posição. Em contrapartida, segundo a mesma pesquisa, estima-se que o Brasil contava com 50,4 milhões de mulheres leitoras e apenas 42,9 milhões de homens leitores. Isso mostra que as mulheres leem mas não são lidas, um reflexo das desigualdades históricas de representatividade no campo literário. Frente a essa realidade, o Clube de Leitura - Mulheres é um projeto de extensão do IFRS Campus Canoas que busca incentivar a leitura de autoras de diferentes nacionalidades e culturas. São realizados encontros mensais presenciais com livros previamente selecionados. Nos encontros, ocorrem debates com o objetivo de aumentar o repertório cultural e as habilidades comunicativas dos participantes, bem como diálogos leves e produtivos que promovem a leitura por prazer. Algumas obras selecionadas na edição atual são: "Mrs Dalloway" escrito por Virginia Woolf (leitura obrigatória da UFRGS em 2025), “A Vegetariana” escrito por Han Kang, premiada com o Prêmio Nobel de Literatura em 2024 e “Um Rio Sem Fim” escrito por Verenilde S. Pereira, considerada pioneira na literatura afro-indígena brasileira. Desse modo, são lidas realidades e vivências em diferentes locais do mundo e do tempo. Buscando ter a maior participação possível, são disponibilizados aos participantes exemplares físicos e dispositivos eletrônicos para leitura digital (e-readers). O projeto realiza a divulgação de conteúdo digital por meio do Instagram, atualmente com mais de 200 seguidores. Além disso, houve a criação dos passaportes literários feitos à mão pelas bolsistas do projeto, para incentivar a presença nos encontros e a reflexão individual sobre as obras. Portanto, pode-se visualizar bons resultados, como o reconhecimento e interação com as autoras Lorena Portela (Primeiro eu tive que morrer - Leitura de Julho) e Verenilde Pereira (Um Rio Sem Fim - Leitura de Agosto)  lidas pelo projeto. Em suma, pode ser percebida a grande participação e envolvimento dos integrantes, a melhora  no debate crítico acerca da literatura e o fomento de obras escritas por mulheres.



Palavras-chave


literatura; diversidade;mulheres

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