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Agroecologia, educação ambiental e quintais produtivos
Keli Strada, João Carlos Ruszczyk, Leandro Da Silva Friedrich, Manuella Dos Santos Villanova, Susana Nascimento Ferreira

Última alteração: 22-12-2025

Resumo


O projeto “Agroecologia, Educação Ambiental e Quintais Produtivos”, desenvolvido na Comunidade Quilombola da Arvinha, em Sertão-RS, teve origem a partir da iniciativa de ensino “Bosque: Educação Popular e Reforma Agrária”, realizada no Campus Sertão, com a criação de um espaço voltado à implementação, construção, investigação e desenvolvimento de quintais produtivos e mini bosques, concebido como um ambiente potencial de sociabilidade, diversidade e inclusão. A base conceitual dessa iniciativa é sustentada por experiências consolidadas em sistemas agroflorestais, documentadas por pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), de organizações não governamentais (ONGs) e de movimentos sociais populares, bem como pelas propostas de miniflorestas (método do botânico japonês Akira Miyawaki). Nessa perspectiva, são trabalhados conceitos que transcendem a visão unidimensional da agricultura convencional, como a Agroecologia, a Permacultura, a Agrofloresta e os Quintais Produtivos. As práticas adotadas têm como foco a produção de alimentos e produtos artesanais, aliando-se à recuperação do meio ambiente e à diminuição do uso de insumos químicos sintéticos. A metodologia inclui reuniões mensais com discussões temáticas baseadas em conhecimento científico e nas vivências locais, incentivando a troca de saberes e o diálogo entre teoria e prática, nessa abordagem, o agroecossistema revela uma notável capacidade de resiliência, ao manter o equilíbrio ecológico e favorecer a interação harmoniosa entre as espécies, tendo como base essencial a preservação e o enriquecimento da biodiversidade. A comunidade local assume um papel central na definição dos objetivos e na execução das atividades, tendo consolidado 10 núcleos familiares na área do quilombo, com isso, o projeto revela um processo contínuo e relevante, caracterizado pela construção de soluções que favorecem a autossustentabilidade e consolidam a autonomia da comunidade. Durante o último ano, foi retomado o processo de plantio de mudas, permitindo que cada família selecionasse a espécie mais adequada para o enriquecimento e a diversificação de seus quintais. Paralelamente, realizando as reuniões mensais, favorecendo a continuidade das práticas e atribuindo maior caráter formativo às atividades desenvolvidas. A continuidade do projeto mostra-se essencial para ampliar o alcance e a efetividade dos resultados, consolidando as ações desenvolvidas e fortalecendo seus impactos sociais e ambientais, com implantação dos quintais nos núcleos, parcerias com ONGs e programas governamentais e empoderamento da comunidade.


Palavras-chave


Agroecologia; Quintais Produtivos; Autonomia Comunitária.

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