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Entre linhas de código e lutas: planejamento para estudo sobre a representatividade das mulheres negras no curso de Técnico em Informática no Campus Osório
Última alteração: 10-12-2025
Resumo
No ano de 2025, ingressamos no curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio no IFRS Campus Osório e observamos em nossa turma um baixo número de estudantes mulheres e mulheres negras, o que pode indicar pouca representatividade dessa parcela no curso como um todo. Diante disso, e a partir dos estudos no projeto Afrocientista, desperta-nos o interesse de verificar como essa situação está definida no âmbito do IFRS Campus Osório, ou seja, como as estudantes, sobretudo aquelas negras estão representadas no referido curso, em quais projetos vinculados à área atuam e que funções desempenham nesse contexto. Conforme dados de pesquisa do IBGE realizada em 2018, as mulheres negras representavam 28% da população brasileira, destes 11% estão trabalhando no setor de tecnologia da Informação ou Tecnologia da Informática (TI), enquanto se concentra o dobro de mulheres brancas e o triplo de homens brancos nessa área de trabalho. A falta de representatividade é uma realidade nesta área do conhecimento. Nesse sentido, é importante verificar se tais estatísticas estão presentes no Campus Osório, considerando que, até o momento, desconhecemos levantamento realizado dessa natureza na instituição. Para a consecução dos objetivos mencionados, iremos realizar inicialmente um mapeamento de quantas e quais são as estudantes autodeclaradas negras regularmente matriculadas no Curso Técnico em Informática do IFRS Campus Osório. Após, deverá ser aplicado com essas estudantes questionário aberto investigando a respeito de qual estágio do curso elas estão, quais projetos desenvolvem na instituição, quais atividades vinculadas ao curso realizam e como tem sido sua experiência de aprendizagem. Ao final, os dados deverão ser analisados de forma estatística e crítica, para demonstrar a representação desses estudantes nesse curso na instituição. A pesquisa encontra-se atualmente em fase inicial e trata-se de projeto ainda em desenvolvimento para a obtenção dos resultados. Contudo, já é possível perceber a relevância institucional de sua realização, destacadamente pelo seu caráter inédito, bem como um sentimento de desenvolvimento pessoal das autoras.
Palavras-chave
Afrocientista, programação, mulheres negras, tecnologia
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