Portal de Eventos do IFRS, 10º SALÃO DE PESQUISA, EXTENSÃO E ENSINO DO IFRS

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Práticas para melhorias da qualidade e higiene do leite
Gustavo Freitas de Oliveira, Carla Vasconcelos Diefenbach, Aline Cardoso Kuhn, Kely Ulrich, Renata Kreutz

Última alteração: 22-12-2025

Resumo


A bovinocultura leiteira é essencial para o desenvolvimento socioeconômico do Rio Grande do Sul, gerando empregos e renda para inúmeras famílias rurais. A ação de extensão oportuniza a troca de informações técnicas entre discentes e produtores rurais com enfoque na biosseguridade e nos manejos corretos durante a produção leiteira, garantindo um produto dentro dos padrões sanitários, visto que a qualidade do leite pode ser alterada por índices zootécnicos associados ao manejo e armazenagem do leite. No primeiro semestre de 2025 elaborou-se um roteiro diagnóstico para orientar as observações in loco, verificando assim, as condições de produção relacionadas à qualidade e higiene do leite. Para o segundo semestre,  desenvolveu-se entrevistas em doze propriedades distribuídas em oito municípios da região norte do Rio Grande do Sul. Com base nos dados coletados pode-se identificar as dificuldades encontradas nos processos de manejo da ordenha, na higienização dos equipamentos e na biossegurança das propriedades leiteiras. Os participantes são majoritariamente, pequenos produtores que utilizam mão de obra familiar para o desenvolvimento das atividades, enfrentando desafios significativos na adoção de práticas padronizadas exigidas pelas Instruções Normativas que regem a qualidade do leite. Em paralelo às entrevistas, o estudo avaliou, ao longo de um período de três meses, parâmetros do leite, incluindo proteína, gordura, contagem de células somáticas e contagem padrão em placas, permitindo uma análise detalhada da qualidade do produto. Os resultados evidenciaram que propriedades que adotam corretamente práticas de pré e pós-dipping apresentam menor incidência de mastite, afetando na qualidade, na produtividade e na rentabilidade do leite. Contudo, algumas propriedades apresentam inadequações como salas de refrigeração sem barreiras de proteção e ausência de testes periódicos importantes, como o teste da caneca de fundo preto e o California Mastitis Test (CMT). Por meio do diálogo e do acompanhamento técnico os produtores adotaram melhorias que refletiram em maior qualidade do leite e melhor retorno financeiro. Os resultados indicaram deficiência de informações e ausência de assistência técnica qualificada nas propriedades leiteiras, em especial, a falta de treinamento da mão de obra, dificuldades de infraestrutura e uso de produtos ou de procedimentos inadequados. Diante disso, foram realizadas orientações para o esclarecimento dos produtores sobre a importância de melhorias no manejo, sugerindo mudanças de atitudes que influenciaram positivamente na qualidade e higiene do leite. Dessa forma, a interação proporcionada pela extensão entre discentes e produtores fornece não apenas o aprimoramento das técnicas de produção, mas também contribui para o fortalecimento da cadeia produtiva regional, elevando os padrões de qualidade do leite e promovendo o desenvolvimento sustentável da atividade leiteira na região, além de oportunizar aprendizados práticos para os discentes envolvidos, consolidando a extensão como um processo de troca bidirecional de conhecimentos.

 



Palavras-chave


Bovinocultura; Biossegurança; Boas práticas

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