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Parâmetros físico-químicos (pH, sólidos solúveis totais e acidez total titulável) dos frutos de Passiflora elegans Mast.
Fabiane Rugiski, Juliana Márcia Rogalski, Rafaela Schmittz Irschlinger, Leonardo Ecco Dupont, Letícia Franco Hochmann, Denise Bilibio

Última alteração: 08-12-2025

Resumo


A liana lenhosa Passiflora elegans Mast. (maracujá-de-estalo) é nativa do Brasil e possui alto potencial alimentar e ornamental. Seus frutos apresentam comprimento médio de 28,3 mm e diâmetro médio de 2,6 mm. O objetivo deste estudo foi avaliar os parâmetros físico-químicos dos frutos de P. elegans. Em 50 frutos (três plantas), coletados in situ no município de Getúlio Vargas (RS), foram avaliados: sólidos solúveis totais (SST), com auxílio de refratômetro analógico portátil (0 a 32%); parâmetros físico-químicos (potencial hidrogeniônico (pH) e acidez total titulável (ATT)). O pH dos frutos foi obtido a partir de leitura em medidor de bancada (modelo MS TECNOPON – mPA210). A acidez total titulável (ATT) foi obtida a partir da titulação com NaOH a 0,1 mol.L-1, tendo como indicador a fenolftaleína. Os resultados para ATT foram expressos em massa, gramas (g) de amostra. O pH dos frutos foi de 3,8, a ATT foi de 23% e o valor médio de SST obtido foi de 19,1 ± 0,6. Os resultados obtidos são muito promissores em relação ao uso de P. elegans, pois os valores encontrados são maiores que os desejados pela indústria (teor de sólidos solúveis superior a 15% e pH ácido) e similares às espécies já comercializadas P. alata Curtis (maracujá-doce), com SST de 20,8 e pH de 3,3, e P. edulis Sims. (maracujá-azedo) com SST de 13,5 e pH 2,96. Assim, constata-se que os frutos de P. elegans são doces e ácidos, proporcionando um sabor agradável ao consumo. Portanto, os resultados indicam que P. elegans apresenta alto potencial de utilização alimentar como pequeno fruto.



Palavras-chave


Espécie nativa; maracujá; pequeno fruto.

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