Portal de Eventos do IFRS, 10º SALÃO DE PESQUISA, EXTENSÃO E ENSINO DO IFRS

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Influência da época de coleta de explantes para o estabelecimento in vitro de dois cultivares de mirtilo (Vaccinium sp.)
Gabriela Cecília Gheno, Daniela Batista dos Santos, Bruna Dalcin Pimenta, Karen Nayara Durigon, Yan Cherubini da Silva, Franciéli Maria Schneider

Última alteração: 08-12-2025

Resumo


O mirtileiro é originário do Hemisfério Norte, onde o número de horas com temperaturas ≤7,2°C exigidas para o desenvolvimento deste são naturalmente atingidas. No Brasil, a introdução de variedades com menor exigência em horas-frio viabilizou o cultivo do mirtilo nas regiões sul e sudeste. A estaquia é a principal técnica de propagação da cultura. Entretanto, a dificuldade de enraizamento e a baixa taxa de sobrevivência têm limitado a aplicação deste método. Assim, a propagação in vitro surge como alternativa para a produção de mudas. Apesar de promissora, existem diversas lacunas de pesquisas atreladas ao cultivo in vitro, as quais estão incluídas as épocas de coleta dos explantes. Além da época, existe também grande variação de resposta entre os genótipos. Visando contribuir para o aperfeiçoamento de micropropagação do mirtileiro no IFRS Campus Ibirubá, este trabalho objetiva identificar a época de coleta dos explantes mais adequada, bem como verificar a adaptabilidade ao cultivo in vitro dos cultivares de mirtilo Clímax e Bluegem. O experimento foi desenvolvido junto ao Laboratório de Propagação Vegetal do Campus Ibirubá e os explantes coletados no pomar de mirtilos da mesma instituição em duas épocas de coleta (primavera e verão). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado (DIC), em esquema fatorial 2x2 (2 cultivares x 2 épocas), com 15 repetições. Para ambas as épocas, o meio basal utilizado na fase de estabelecimento foi o WPM (Woody Plant Media, 1980) acrescido de 6 g.L-1 de ágar, 1mg.L-1 de 6-Benzilaminopurina e sacarose (100 mg.L-1), com pH do meio ajustado a 5,0. Os explantes contendo cerca de 1,5 cm de comprimento foram desinfetados e introduzidos nos tubos de ensaio contendo o meio WPM que foram lacrados e, posteriormente transferidos para sala de crescimento com fotoperíodo de 16 horas  e  temperatura de 25ºC±2 ºC. Após 60 dias, foram avaliadas taxa de contaminação, taxa de oxidação, número de brotos e número de folhas. Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste T, a 5% de probabilidade de erro. Para o cultivar Bluegem a taxa de contaminação na primavera foi de 93,3%, enquanto que no verão foi de 100%. Já para o cultivar Clímax, os percentuais de contaminação na primavera e verão foram de 100% e 80%, respectivamente. Quanto à oxidação, o cultivar Bluegem demonstrou maior tolerância em comparação ao cultivar Clímax, independente da época de coleta testada. Para o número de folhas, a melhor época de coleta ocorreu na primavera em ambos os cultivares testados. O cultivar Clímax não emitiu brotações quando os explantes foram coletados no verão. Diante disso, conclui-se que a execução deste trabalho contribuiu para o aperfeiçoamento da metodologia de micropropagação da cultura do mirtileiro própria do IFRS Campus Ibirubá.

Palavras-chave


Biotecnologia. Micropropagação. Hormônios vegetais.

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