Portal de Eventos do IFRS, VII Mostra de Ensino, Pesquisa e Extensão do Campus Veranópolis – VII MEPE

Mulheres em ação: primeiros passos da segunda edição do projeto de extensão

Rafaela Menegotto, Janaína Dieder, Bruna de Oliveira Bortolini

Resumo


O Projeto de Extensão "Mulheres em Ação Veranópolis" foi criado com o propósito de combater as desigualdades de gênero, promovendo o empoderamento e a autonomia de mulheres em situação de vulnerabilidade social. Em 2024, foi expandido para incluir jovens estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio São Luiz Gonzaga, oferecendo oficinas e rodas de conversa voltadas para o fortalecimento da autoestima, conscientização sobre direitos e o combate à violência contra a mulher. A iniciativa é justificada pela necessidade de superar barreiras estruturais que limitam as oportunidades econômicas, educacionais e de liderança das mulheres, destacando a importância da equidade de gênero e seu impacto na autoestima das participantes. A metodologia adotada envolve a capacitação de bolsistas, utilizando obras como "Sejamos Todos Feministas" de Chimamanda Ngozi Adichie e "Teoria Feminista: da Margem ao Centro" de Bell Hooks, seguido de um convite às alunas para participarem de oficinas focadas em temas escolhidos por elas. A primeira apresentação do projeto ocorreu em forma de sarau, com músicas que tratam da violência contra a mulher e do empoderamento feminino, de artistas como Mariana Nolasco, Elis Regina e Elza Soares. No entanto, os resultados iniciais revelaram um baixo engajamento das alunas, devido a fatores como a inflexibilidade de horários, o desinteresse em participar de atividades extracurriculares e a visão negativa sobre o feminismo em seu contexto cultural. As conclusões preliminares ressaltam a necessidade de desconstruir estigmas em torno do feminismo, tornando-o mais acessível e relevante no cotidiano das estudantes, mostrando sua importância na luta por direitos e pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A principal meta do projeto agora é aumentar a participação nas oficinas e engajar mais jovens, de modo que elas compreendam o feminismo como uma ferramenta positiva e transformadora em suas vidas e em suas comunidades.