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Empreendedorismo sênior e sucessão do negócio familiar: resultados finais de um levantamento com empresas familiares do setor industrial
Marcelo Gabrielli, Gabriela Mara Pedrotti, Karoline Milioni, Daniele dos Santos Fontoura, Leandro Käfer Rosa

Última alteração: 10-11-2019

Resumo


O afastamento do empreendedor sênior e a consequente sucessão do negócio são alguns dos principais desafios enfrentados pelas empresas familiares. Como não foram encontradas pesquisas que se propusessem a analisar como as empresas familiares que estão instaladas nos municípios de Veranópolis, Vila Flores, Fagundes Varela, Cotiporã e Nova Prata conduzem o seu processo de sucessão, este estudo pretendeu verificar e analisar como as empresas familiares desta região estão conduzindo o processo de sucessão. Para tanto, optou-se por uma pesquisa de abordagem quantitativo-qualitativa e de natureza exploratório-descritiva. O recorte utilizado foram empresas de pequeno, médio e grande porte dos municípios de Veranópolis, Fagundes Varela, Vila Flores, Cotiporã e Nova Prata enquadradas como ativas há mais de 10 anos e tendo como atividade principal aquelas classificadas como pertencentes à indústria de transformação. A pesquisa foi dividida em três fases, iniciando pela coleta de dados primários via sete entrevistas semiestruturadas com informantes privilegiados, partindo para o levantamento via aplicação de questionário a 30 das 63 empresas familiares dentro do perfil encontradas na região e sendo finalizada com duas entrevistas semiestruturadas com empreendedores seniores-chave selecionados. Os resultados finais permitiram confirmar a predominância de empresas familiares de pequeno porte. Além disto, o estudo revelou que 10 empresas já conduziram pelo menos um processo de sucessão. Cerca de 60% das empresas afirmaram não ter planejamento para a sucessão; já as que afirmaram ter planejamento, apenas duas relataram que este planejamento é formal e estruturado. Em relação aos futuros sucessores, 16 empresas afirmaram que os prováveis sucessores ainda não atuam na empresa, mas reconheceram que a preparação deve começar já na sua infância e adolescência. A partir destes principais resultados pode-se verificar que a maioria das empresas ainda não tem um plano de sucessão claro e que há espaço para aprimorar este processo.