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Utilização de sistema de informações geográficas na gestão de dados ambientais para o monitoramento de trilhas no Parque Natural Morro do Osso, Porto Alegre/RS
Luana Daniela da Silva Peres, Celson Roberto Canto Silva, Luiz Felipe Velho

Última alteração: 10-11-2019

Resumo


O Parque Natural Morro do Osso é uma Unidade de Conservação localizada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. É uma das maiores áreas verdes contínuas da capital gaúcha, com grande importância ambiental e beleza cênica, além de estar inserida na área urbana do município. Neste parque, são disponibilizadas três trilhas aos visitantes, porém, é necessário realizar o monitoramento do impacto provocado pela visitação. Atualmente, existe uma metodologia sendo desenvolvida no local, que já estimulou a produção de diversos dados georreferenciados sobre diferentes temas que subsidiam o monitoramento das trilhas. Por disponibilizar ferramentas para elaboração, cruzamento e análise de dados espaciais, o Sistema de Informação Geográfica (SIG) torna-se relevante recurso para a análise ambiental e para o apoio à tomada de decisão frente aos impactos identificados. Assim, o objetivo deste trabalho é elaborar um banco de dados georreferenciados para gerenciar as informações espaciais e auxiliar no monitoramento de trilhas do Parque. Inicialmente, uma pesquisa documental foi realizada, buscando-se materiais cartográficos com informações espaciais já existentes da unidade de conservação. A segunda etapa consistiu em padronizar os dados de monitoramento de impactos físicos e sociais, adequando-os às estruturas de representação de dados geográficos. Selecionados os materiais a compor o banco de dados, foram escolhidos o sistema geodésico de referência e a projeção cartográfica mais adequados à representação do Morro do Osso, padronizando as referências de coordenadas. Foram gerados um banco de dados, com informações detalhadas do monitoramento da área de estudo, e mapas de fácil leitura e interpretação, que fornecem subsídios para o planejamento de ações de para as trilhas. Verificou-se que o trabalho de campo, aliado à praticidade das geotecnologias e dos bancos de dados, resultou em uma ferramenta útil para a gestão das informações coletadas e para o monitoramento de trilhas.