Portal de Eventos do IFRS, 14ª Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão (JEPEx), 8ª Mostra Cultural e 1ª Feira do Conhecimento

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Uma reflexão socrática a partir da análise da animação musical “A Bela e a Fera”.
Jhenyffer Eduarda Castanho Schneider, Tadeu Ramos

Última alteração: 14-11-2025

Resumo


A presente pesquisa tem como objetivo analisar a definição de Amor/Eros apresentada por Diotima à Sócrates no Banquete (1973) de Platão com fins filosófico-educativos. Realizou-se por meio de uma pesquisa qualitativa, a reconstrução de aspectos da obra proposta O Banquete, como destaque para o diálogo de Sócrates com Diotima. A partir deste primeiro ponto, procurou-se identificar tais aspectos filosóficos presentes no filme A Bela e a Fera (1991), produzido pela Walt Disney Feature Animation e lançado pela Walt Disney Pictures, baseado no conto de fadas francês. Na obra platônica, Sócrates aprende com Diotima a discernir entre reais virtudes com aparência de virtudes. Dada essa consideração, é possível analisar a presente obra cinematográfica tomando como referência a concepção socrático-platônica sobre o que é, então, a beleza enquanto virtude. Em “A Bela e a Fera”, é possível observar o conceito de Belo, entendido na obra de Platão, por via de uma narrativa romântica possível de reflexão filosófica. As atividades foram conduzidas em formato de grupo de estudo e debate, favorecendo a formação crítica, o desenvolvimento da escrita acadêmica e a prática de investigação filosófica, relacionando a obra clássica estudada com a produção cinematográfica. A presente pesquisa é uma demonstração de como a filosofia e a obra platônica mantém sua atualidade ao relacionar-se com aspectos artísticos modernistas, o que reafirma a sua função como prática transformadora necessária nos tempos atuais, uma vez que fortalece a formação crítica dos cidadãos.

Palavras-chave


Platão; Formação; Educação; Amor; Disney;

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